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EPAL PROMOVE CONSUMO DE ÁGUA DA TORNEIRA

por Mäyjo, em 19.01.17

fill forever_SAPO

A EPAL acabou de lançar uma nova edição das garrafas Fill Forever, uma apostas que tem como objectivo sensibilizar os consumidores para a excelente qualidade e acessibilidade da água da torneira, enquanto opção mais barata e de proximidade.

 

Com o slogan “Leve a água da torneira consigo. Leve no preço. Leve no ambiente”, a campanha anuncia a chegada de uma nova gama de seis cores da garrafa, que foi recentemente distinguida com o prémio iF Design Award, um dos prémios de design de maior prestígio a nível mundial.

Ultraleve e funcional, o que facilita o transporte individual de água da torneira, a garrafa Fill Forever é fabricada em Portugal, reutilizável e reciclável. “É a opção mais ecológica ao evitar a produção de resíduos de embalagem”, explica a EPAL.

A nova gama de cores Fill Forever pode ser adquirida na sede da EPAL e também no Museu da Água, na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, na Calçada dos Barbadinhos, em Lisboa.

A EPAL pertence ao grupo Águas de Portugal e é responsável pela distribuição de água na cidade Lisboa, onde tem cerca de 350 mil clientes diretos.

Em 2014, o volume total de água vendida na rede de distribuição da cidade de Lisboa foi de 52 405 610 m3 (143 577 m3/dia). Actualmente, o controlo da qualidade da água distribuída na cidade de Lisboa é assegurado através da realização de colheita de amostras de água na torneira do consumidor, num total de mais de 1.200 pontos de amostragem. Os resultados das análises podem ser consultados aqui. 

A EPAL é também responsável por fornecer água a 35 municípios na margem norte do rio Tejo, a que acresce, desde 2015, a gestão delegada do sistema multimunicipal de abastecimento de água e de saneamento de Lisboa e Vale do Tejo, o qual integra 86 municípios e uma população abrangida de 3,8 milhões de habitantes, numa área territorial correspondente a 33% do território continental português.

 

Este artigo faz parte de um trabalho especial sobre Água, publicado durante o mês de Julho de 2017 e promovido pela Águas de Portugal. Todas as sugestões de temas podem ser enviadas para info@greensavers.pt. Siga a AdP no site YouTube  e assine a sua newsletter.

 

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publicado às 18:09

Aparelho que desinfecta a água

por Mäyjo, em 20.09.16

purificador de água

ESTE PEQUENO RETÂNGULO, POUCO MAIOR QUE UM SELO, CONSEGUE DESINFETAR ÁGUA EM APENAS 20 MINUTOS

 

Fotos: Stanford University

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publicado às 10:22

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS DEVERÃO AUMENTAR VULNERABILIDADE DA ÁGUA QUE ABASTECE LISBOA

por Mäyjo, em 22.12.15

Alterações climáticas deverão aumentar vulnerabilidade da água que abastece Lisboa

Os estudos climáticos feitos até à data apontam para vários cenários futuros, mas o consenso será para um planeta com temperaturas mais elevadas, secais e inundações mais severas e abundantes, aumento do nível da água do mar, entre muitas outras consequências. Aliado aos efeitos do aquecimento global está ainda o aumento da população, que não deverá parar de aumentar até ao final do século. Perante estes cenários climáticos e demográficos, os recursos hídricos estarão cada vez mais vulneráveis e sobre um maior stress.

Foram estas vulnerabilidades que a Empresa Pública das Águas Livres (EPAL) quis perceber, nomeadamente no que toca aos reservatórios utilizados para abastecer a região metropolitana de Lisboa. Para tal promoveu o desenvolvimento do projecto Adaptaclima-EPAL que, através da colaboração com universidades portuguesas, conseguiu identificar as vulnerabilidades nos reservatórios de água consequentes das alterações climáticas que irão ocorrer até ao final do século.

O resultado do estudo – com a coordenação científica de Filipe Duarte Santos e Maria João Cruz, contando ainda com a colaboração de vários académicos de diferentes universidades – é o livro “Contribuição para o Estudo das Alterações Climáticas e Adaptação do Ciclo Urbano da Água”. A obra foi apresentada esta segunda-feira durante o Congresso Mundial da Água, que junta mais de 5.000 especialistas e profissionais do sector em Lisboa até ao dia 26 de Setembro. O evento é organizado pela Associação Internacional da Água a cada dois anos.

A principal conclusão do estudo, baseado em modelos demográficos, uso dos solos e alterações climáticas, aponta para um “aumento da vulnerabilidade das diversas origens do sistema” de abastecimento de água da EPAL até ao final do século. Contudo, o estudo refere ainda que o sistema de abastecimento da EPAL evidencia, actualmente, uma elevada resiliência a eventos climáticos. “A vulnerabilidade actual das diversas origens do sistema em termos de qualidade ou quantidade da água fornecida é, na generalidade dos casos, baixa, para ocorrências de eventos como secas, cheias, incêndios florestais ou intrusão salina”, lê-se no livro.

As soluções destacadas pelo estudo para que a EPAL possa assegurar um normal abastecimento de água aos consumidores terá de passar futuramente por uma alteração da oferta de água, alteração da procura de água, reforço dos processos e competências internas, alteração das relações institucionais com outros agentes ao mesmo tempo que são garantidas a qualidade da água e a protecção das captações e demais infra-estruturas.

Foto: juniordiviroydi / Creative Commons

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publicado às 12:24

A água em nossas casas

por Mäyjo, em 18.11.15

COMO CHEGA A ÁGUA ATÉ ÀS NOSSAS CASAS? E O QUE ACONTECE À ÁGUA QUE VAI PELO CANO ABAIXO?

Estas são duas perguntas que os meus alunos me fazem muitas vezes.
 
Então, aqui fica uma pequena resposta/explicação a essa situação.torneira_SAPO

Como consumidores tendemos a pensar que tudo começa e termina quando abrimos a torneira do nosso lava loiças ou lavatório ou puxamos o autoclismo. No entanto, por trás de ações simples, e replicadas tantas vezes por dia, está um complexo esquema de processos e infraestruturas geridos por várias entidades.

A água que chega às nossas casas começa por ser captada em meio hídrico – pode ser captada à superfície, em rios e albufeiras, ou no subsolo em lençóis de água, através de furos ou poços.

O próximo passo é levar a água para as Estações de Tratamento de Água ( ETA) onde ela é tornada adequada para consumo. É aqui que é feita a correção das características físicas, químicas e bacteriológicas da água.

Depois de tratada, ela é transportada das zonas de captação e tratamento para as zonas de consumo, ficando armazenada em reservatórios que asseguram a continuidade do abastecimento. Por vezes, no processo de encaminhamento da água até ao reservatório, é necessário levá-la de pontos baixos para altos, recorrendo-se à atividade de elevação, através de processos de bombagem.

Segundo explica a Águas de Portugal, o grupo empresarial que é responsável por captar, tratar e distribuir água para consumo a cerca de 80% dos municípios portugueses, existem seis processos durante este caminho. A primeira etapa é da gradagem, que consiste em remover as impurezas, como folhas de árvores, ramos e outros materiais grosseiros que possam existir na água que chega à ETA, à qual se seguem outras etapas destinadas a eliminar as restantes partículas, nomeadamente o arejamento e a coagulação, floculação e decantação. “A água captada contém normalmente diversas impurezas que são retiradas por processos físicos e químicos. Por exemplo, o processo de coagulação e floculação, que consiste na adição de um reagente à água que promove a aglutinação de partículas em suspensão e a formação de flocos que possam ser sedimentáveis”, explica a Águas de Portugal.

 

Estes flocos depositam-se no fundo dos tanques, por acção da gravidade, ocorrendo então a decantação. A água clarificada sobrenadante é transferida então para a etapa de tratamento seguinte, a filtração, que tem como objectivo a remoção de partículas que ainda possam existir em suspensão por passagem da água através de um meio poroso – de areia, carvão ou outro material poroso – e através do qual também é reduzido o número de microrganismos e removido o cheiro, sabor e cor.

A última etapa do processo de tratamento é muito importante para a saúde humana. Trata-se da desinfeção, através da qual, com recurso ao cloro, ozono ou por radiação ultravioleta, se eliminam micro-organismos nocivos.

Em complemento ao tratamento da água, é também feito o tratamento de lamas constituídas pelos sólidos removidos na etapa da decantação, nomeadamente através de processos de espessamento e desidratação antes da sua deposição em aterro.

Consumo e rejeição

Em cada zona de consumo é feita a distribuição da água até às torneiras dos consumidores, através de uma rede complexa de tubagens e válvulas. Esta rede deve garantir que a água é distribuída em quantidade e com a pressão e qualidade adequadas para o consumo humano. “Hoje, praticamente 100% da água que chega a casa das pessoas é controlada positivamente, contra [apenas] 50% há 20 anos”, revelou o presidente da Águas de Portugal, Afonso Lobato Faria.

O controlo da qualidade da água para consumo humano é feito através de um conjunto rigoroso de análises a diversos parâmetros e complementado pela verificação da qualidade em diversos pontos, desde as origens de água, no sistema de adução/transporte, nos pontos de entrega às entidades responsáveis pela distribuição domiciliárias e ainda nas torneiras dos consumidores.

Depois de usada pelas populações e aettividades produtivas, a água (a que se chama água residual) é recolhida e encaminhada para as ETAR (Estações de Tratamento de Águas Residuais), onde é tratada de forma a poder ser devolvida à natureza em condições ambientalmente seguras.

As ETAR

Tal como acontece no processo de tratamento da água para consumo, também as águas residuais são sujeitas a diferentes tipos de tratamento – primário, secundário e terciário – consoante as exigências e usos dos meios receptores. Em situações particulares de maior exigência, as águas residuais são adicionalmente desinfetadas.

A primeira etapa na ETAR é o tratamento preliminar (gradagem), onde é feita a remoção dos sólidos de maiores dimensões existentes nas águas residuais que chegam à ETAR – papel higiénico, cotonetes, algodão e restos de comida, entre outros.

 

 

Segue-se o tratamento primário, onde é feita a separação sólido-líquida que permite remover uma quantidade considerável dos sólidos suspensos que se encontra na água residual – os sólidos sedimentados no interior do decantador primário, designados por lamas primárias, são retirados e encaminhados para a linha de tratamento de lamas.

No tratamento secundário, as águas residuais são sujeitas a um tratamento biológico com bactérias que digerem a matéria orgânica existente. As lamas formadas neste processo depositam-se no fundo dos tanques – formando lamas biológicas – ficando a água limpa à superfície. As lamas biológicas que sedimentam no interior do decantador secundário são posteriormente encaminhadas para a linha de tratamento de lamas.

Segue-se o tratamento terciário, onde as águas residuais são submetidas a uma desinfecção, processo que remove as bactérias, os sólidos em suspensão, os nutrientes em excesso e os compostos tóxicos específicos. Depois de passar por este tratamento, a água pode ser usada na agricultura, na rega de espaços verdes, lavagem de pavimentos ou veículos.

Finalmente, as águas residuais tratadas são devolvidas aos meios hídricos. As lamas resultantes do processo de tratamento são também enviadas para o destino final ou para valorização energética ou orgânica (combustível ou fertilizante).

Foto: Gabriel Rocha / Creative Commons

Este artigo faz parte de um trabalho especial sobre Água, publicado durante o mês de Julho e promovido pelaÁguas de Portugal

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publicado às 09:13

UNIVERSIDADE MARROQUINA VAI CONSUMIR URINA RECICLADA E TRANSFORMADA EM ÁGUA POTÁVEL

por Mäyjo, em 04.07.15

Universidade marroquina vai consumir urina reciclada e transformada em água potável

Uma parceria entre a Universidade de Kenitra, em Marrocos, a UNESCO e a Agência Espacial Europeia (ESA) está a implementar uma tecnologia que recicla urina e águas residuais em água potável, estando já disponível para 1.200 estudantes universitários.

A tecnologia, vista com bastante polémica, foi desenvolvida pela ESA e recorre ainda a energia solar e eólica, responsáveis pelo controlo do processo de limpeza da água em circuito fechado. “As membranas orgânicas e cerâmicas têm furos de apenas um décimo de milésimo de um milímetro de diâmetro, sendo 700 vezes mais finos que um fio de cabelo humano”, explica o Phys.org.

O sistema foi desenvolvido para ser utilizado no espaço, uma vez que os astronautas não podem ser sobrecarregados com excesso de resíduos. Assim, a ESA desenvolveu uma técnicas para estes reciclarem a própria urina,. A agência está ainda a trabalhar em algumas melhorias, para combinar outros elementos – bactérias, algas, filtros e alta tecnologia – com as águas residuais, fornecendo oxigénio, água e alimentos.

Uma solução para o futuro?

Segundo o Green Prophet, as águas subterrâneas de Sidi Taïbi, uma pequena cidade a cerca de meia hora de carro de Rabat, tornaram-se contaminadas ao longo dos anos, particularmente com nitratos e fertilizantes, que tornam a água imprópria para consumo humano. Daí que esta solução tenham sido pensada – e depois operacionalizada – para resolver alguns destes problemas.

Esta inovação torna-se especialmente bem-vinda porque, em alguns países do Norte de África e Médio Oriente, a reciclagem de águas residuais não é vista com bons olhos, devido a questões religiosas. Daí que este projecto assuma uma ainda maior importância.

Até agora, esta tecnologia não foi usada por mais de 16 pessoas, uma vez que um sistema idêntico foi colocado na Concordia Research Base, na Antárctida, em 2005. Ainda assim, o sistema não tem tido problemas e quase não precisou de manutenção.

Mas o caso marroquino é todo um novo desafio para a ESA, uma vez que os destinatários são 1.200 estudantes.

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publicado às 22:50

ANTÓNIO OLIVEIRA, OLI: “O FUTURO PASSA POR ENCONTRAR AS ALTERNATIVAS ADEQUADAS À ÁGUA POTÁVEL”

por Mäyjo, em 02.07.15

Antoonio Oliveira_SAPO

Fundada a 1 de Março de 1954, em Aveiro, a Oli é hoje uma das empresas portuguesas que mais exporta – 80% da produção é exportada para 60 países – e uma das que mais patentes activas tem, cerca de 40.

Nos últimos anos, a empresa especializou-se em produzir autoclismos cada vez mais eficientes. “[A nossa entrada na inovação e sustentabilidade] iniciou-se, de forma contínua e consistente, em 1990. A primeira inovação traduziu-se na massificação da dupla descarga dos autoclismos, tornando comum um conceito de poupança de água”, explicou ao Green Savers o presidente da Oli, António Oliveira – na foto com o ex-ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.

Hoje, a empresa testa a possibilidade de encaminhar a água da chuva para os autoclismos, o que reduzirá drasticamente o consumo de água na casa de banho. Leia a entrevista exclusiva do Green Savers ao presidente da empresa aveirense.

A Oli está a testar a possibilidade de a água da chuva poder ser encaminhada para os autoclismos. O que nos pode explicar desta tecnologia?

Sim, esse é o objectivo. No entanto, estamos ainda a analisar os comportamentos da água da chuva nos sistemas de instalação sanitária, uma vez que esta água não é pura, tem químicos e está sujeita a alterações à sua composição inicial. Neste momento, estamos fazer ensaios mecânicos de endurance em todos os nossos produtos. Cada um é testado em 200 mil ciclos.

Para quando esta tecnologia poderá ser uma realidade e o que isso implicará em termos de novos produtos e sistemas de instalação sanitária?

Pelo facto de os estudos ainda estarem a decorrer, não temos ainda essa informação.

A Oli vai investir €2 milhões, este ano, em inovação e investigação. Que percentagem deste valor será alocada para inovações que estejam ligadas com a sustentabilidade – sistemas de redução do consumo de água das descargas de autoclismos, por exemplo.

Mais de 50% do investimento fixado para este ano está relacionado com a redução do consumo de água nas instalações sanitárias.

A Oli exporta para mais de 60 países. Que mercados mais valorizam as tecnologias ligadas à inovação sustentável?

Os mercados que mais valorizam a inovação sustentável são os países desenvolvidos, sobretudo do norte da Europa.

Qual a vossa ligação à academia e centros de investigação portugueses?

Diariamente temos uma equipa de 20 colaboradores que se dedica inteiramente à Investigação e Desenvolvimento (I&D), sendo ela o principal interface de contacto e de trabalho conjunto com as várias universidades e centros de investigação nacionais.

Pelo segundo ano consecutivo, a Oli foi a empresa portuguesa que mais patenteou na Europa. Quantas patentes têm e como funciona o vosso processo criativo?

A Oli tem atualmente 40 patentes activas.

Quantas pessoas trabalham na Oli e quanto factura a empresa por ano?

A Oli integra hoje 360 colaboradores e obteve um volume de negócios, em 2014, de €43 milhões.

Por que razão trabalham 24 horas por dia e sete dias por semana?

A principal razão é a elevada procura dos nossos produtos por 60 países de todo o mundo.

Que percentagem dos vossos produtos é vendida para o mercado português? E lá fora, quais os vossos principais mercados?

Atualmente exportamos 80% da produção para 60 países dos cinco continentes. O peso das exportações reparte-se pela Europa – 63%; Médio-Oriente – 7% e América Latina – 2%. A Europa é o principal cliente, sendo Itália e França os principais mercados. Representam 24% das exportações.

Quando começou a ligação da empresa à tecnologia relacionada com sustentabilidade?

Podemos afirmar que o nosso investimento em inovação se iniciou, de forma contínua e consistente, em 1990. A primeira inovação traduziu-se na massificação da dupla descarga dos autoclismos, tornando comum um conceito de poupança de água. Anteriormente fazia-se apenas a descarga simples, independentemente da água necessária. Com a dupla descarga, o utilizador passou a ter a hipótese de poder escolher a descarga meia ou completa.

Onde vê a Oli dentro de 20 anos?

Esperamos que, daqui a 20 anos, a Oli seja responsável por um espaço de banho mais sustentável hidricamente e mais inclusivo, conferindo autonomia, conforto e segurança às pessoas com mobilidade reduzida.

Como será a nossa casa de banho em 2030?

O futuro passa, sobretudo, por encontrar as alternativas adequadas à água potável. É nisso que a Oli aposta e foi nesse sentido que realizou, este ano, um investimento de €500.000 na renovação dos laboratórios.

E quantos litros de água consumirão os autoclismos por dia?

Acreditamos que serão muito menos litros consumidos diariamente.

Qual a importância da sustentabilidade hídrica para o futuro do Planeta?

A importância é elevada. A água, e principalmente a água potável, é um bem cada vez mais escasso. Todas as inovações que permitam evitar o desperdício de água dão mais futuro ao Planeta.

A FORÇA DA OLI

Com 360 colaboradores e uma facturação de €43 milhões, a Oli produz  diariamente cerca de 7.800 autoclismos e 28.000 mecanismos, o que a  tornam, segundo a própria, na primeira a nível europeu na produção de  mecanismos para a indústria cerâmica e a segunda nas vertentes de  autoclismos interiores e exteriores. A empresa é liderada por António  Oliveira (na foto)

Fundada em 1954 como uma pequena empresa familiar, a Oli passou  por várias fases até chegar, nos anos 80, à criação de uma unidade de  produção de autoclismos. Em pouco mais de dez anos, o crescimento  sustentado levou-a à integração no Grupo Fondital, em 1993. Com sede  em Itália e um total de 2.600 colaboradores, o grupo está presente em  quatro sectores de actividade – aquecimento, alumínio, hidráulica e  cromagem e anti-fogo – e facturou, em 2013, mais de €807 milhões.

António Oliveira, presidente da Oli

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publicado às 21:12

INVENÇÃO TRANSFORMA ÁGUA DO MAR EM POTÁVEL ATRAVÉS DA ENERGIA SOLAR

por Mäyjo, em 29.04.15

agua_SAPO

Uma parceria entre o MIT e a empresa indiana Jain Irrigation Systems criou um método para transformar água salgada em potável. O sistema usa a eletrodiálise e tem uma explicação simples: o sal é dissolvido na água e transforma-se em partículas com cargas eléctricas positivas e negativas. Para remover essas partículas, o sistema usa membranas eléctricas que atraem as cargas como se fossem imãs.

“Funciona como um circuito eléctrico. Os íons são puxados para fora da água em direcção aos electródos”,explicou ao Boston Globe Natasha Wright, doutoranda no MIT e uma das criadoras do sistema. De acordo com Wright, apenas 5% da água é perdida nesse processo.

A dessalinização é feita através de baterias similares às de carros e camiões. Elas são carregadas durante o dia utilizando painéis que captam energia solar.

Uma unidade do sistema é capaz de abastecer água para irrigar uma pequena quinta ou então para atender às necessidades de uma população de cinco mil pessoas.

Apesar do foco em países em desenvolvimento, a invenção pode ser importante também para grandes áreas metropolitanas.

A invenção venceu um desafio da USAID, um órgão do governo americano que lida com populações que passam necessidades. O objectivo do desafio era criar um sistema simples e barato para fornecer água limpa para comunidades rurais em países em desenvolvimento. Agora, a invenção tem €115.000 para começar a ajudar as comunidades sem água potável.

Foto: Art Poskanzer / Creative Commons

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publicado às 19:31

BORRAS DE CAFÉ PODEM SER USADAS PARA OBTER ÁGUA POTÁVEL

por Mäyjo, em 19.04.15

borras_SAPO

Um investigador timorense comprovou que as borras de café podem ser três vezes mais eficazes que o carvão para filtrar água potável. A investigação de Julião Pereira insere-se no doutoramento que frequenta na Universidade Federal de Goiás, no Brasil.

De acordo com os resultados da investigação, as borras de café passam por um tratamento que permite a extracção de um produto identificado como “torta de café”, que ser funciona como um filtro mais eficaz que o carvão activado.

“Sofri muito a beber água imprópria e sabia que esse era um problema grave no meu país. Em conversa com os professores, disse que queria desenvolver uma maneira de tratar a água pois lá [Timor] não existe tratamento como o que é feito aqui. Pensámos que precisávamos de um recurso simples e destaquei que em Timor existem muitas plantações de café e os estudos concentraram-se nisso”, explica Julião Pereira, cita o Açoriano Oriental.

“Depois de fazer inúmeros testes para verificar se o material poderia reter mais poluentes, como metais tóxicos e agro-tóxicos, comprovou-se que é muito mais eficiente do que o carvão activado, existente nos purificadores, que são mais caros”, afirma Nelson Filho, coordenador do Laboratório de Métodos de Extracção e Separação, onde Julião Pereira desenvolve a sua investigação. “Criámos algo que é muito mais barato e eficiente a partir de algo que iria para o lixo”, acrescenta o coordenador.

Para adaptar o sistema de purificação à realidade timorense – onde a falta de água potável é um dos maiores problemas para a saúde pública – o investigador começou por secar as borras de café ao Sol. Depois de secas, as borras são submetidas a três processos de extracção. Na primeira etapa é retirado 15% de óleo de café – que pode posteriormente ser reutilizado na indústria alimentar, cosméticos ou biocombustíveis. Na segunda fase é extraído o aroma do café, que também pode ser reaproveitado para a indústria alimentar e de bebidas e, finalmente, na terceira fase é extraído um fertilizante que pode ser utilizado na indústria agrícola.

O produto final é a “torta de café”, um produto sem cheiro, sabor e que filtra a água com eficiência. O processo de tratamento demora cerca de 24 horas e o filtro pode ser construído a partir de materiais como um tecido de algodão e uma garrafa de plástico.

Foto: Fotos Bic / Creative Commons

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publicado às 15:04


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